Mestra Joana Cavalcante recebe Homenagens.

Neste dia 08 de Março, tão significativo para todas que estão em busca de igualdade, a Yakekerê Mestra Joana Cavalcante – a única Mestra de Maracatu de Baque Virado, à frente da Nação do Maracatu Encanto do Pina e idealizadora e coordenadora do Maracatu Baque Mulher – recebeu esta – entre outras homenagens – no programa Ritmos de Pernambuco transmitido pela Cine TV Nordeste via Facebook.

Confira o conteúdo completo do programa!

 

No Carnaval 2017, Mestra Joana também foi homenageada pelo Afoxé Omô Nilê Ogunjá, como você pode conferir clicando na foto.

Mestra Joana

A Equipe maracatu.org.br parabeniza a Mestra, com muito asè!!

 

 

Mestra Joana Cavalcante em vivência pelo Brasil!

Joana D’arc da Silva Cavalcante – Mestra Joana, Yakekeré Mãe Joana da Oxum – é uma das artistas populares pernambucanas de grande projeção no cenário do país. É a única mulher, até nossos dias, a coordenar e apitar o batuque de um maracatu de baque virado, Nação Encanto do Pina, além de liderar dois outros grupos: Baque Mulher e Mazuca da Quixaba. É também coordenadora e coreógrafa do naipe dos Agbês da Nação do Maracatu Porto Rico.
Como professora de maracatu – batuque e dança – tem viajado desde 2008 para o nordeste, sul e sudoeste do Brasil divulgando seus conhecimentos e formando novos batuqueiros.

Entre os meses de maio e agosto Mestra Joana estará em vivência entre o Sul e Sudeste do país, visitando vários grupos.

Agenda Mestra Joana

Nos dias 11 e 12 de junho acontece o II Intensivão de Agbês com a Mestra e mais duas batuqueiras das duas Nações – Ju Viana do grupo Maracatucá de Campinas/SP e Roberta Marangoni do grupo Maracatu Ouro do Congo de São Paulo/SP.

Intensivão de Agbês

Grupos do interior de São Paulo recebem Mestre Gilmar

O Grupo de Maracatu Baque de Santa receberá, no dia 01/06 (quarta-feira) das 18h às 22h, o Mestre Gilmar Santana da Nação do Maracatu Estrela Brilhante de Igarassu para oficina de Baque Virado com sotaque desta Nação que é uma das mais antigas em atividade, é patrimônio vivo de Pernambuco.

No dia 31 de Maio ele estará em oficina em Jacareí/SP com o Grupo de Percussão Batucaia. Saiba mais informações na página do Evento no Facebook!

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O Maracatu Nação Estrela Brilhante de Igarassu, com fundação em 1824, tem sede no município de Igarassu, PE. A rainha desta Nação se chama Dona Olga, matriarca da Nação, que veio a falecer no ano de 2013.
Mestre Gilmar é filho de Dona Olga e um dos encarregados a substitui-la. Com 5 anos de idade Gilmar já brincava o Maracatu, com 16 anos tornou-se Mestre da Nação Estrela Brilhante de Igarassu, e ainda puxa o tão famoso Côco de Roda de Igarassu que só pode ser escutado lá.

Fonte: Páginas dos grupos no Facebook.

II Encontro Navegante de Maracatu – Gèlèdé

No dia 28 de maio (sábado), no Memorial da Classe Operária – UGT, acontecerá a NOITE CULTURAL do II Encontro Navegante de Maracatu – Gèlèdé. O evento contará com a participação de Robsom Selectah e das bandas Bambáfrika e Leser Mc, Cataia (Sorocaba/SP), Bat Macumba Samba Reggae e Maracatu Baque Mulher (Recife/PE).

Veja só um teaser de como foi o primeiro encontro em 2015, registrado pelo pessoal do no Baque do Maracatu.

Os ingressos para o evento podem ser trocados por 1kg de alimento não perecível com integrantes do Maracatu Navegante ou em um dos pontos de troca: Memorial da Classe Operária – UGT (Rua José Bonifácio, 59 – Centro),Casa das Artes (Rua Espírito Santo, 110 – Sumarezinho) e Coletivo Fuligem(Travessa Tuiuti, 55 – Jd. República). Os alimentos serão doados à CrecheSonho Real Ribeirão Preto.

NÃO HAVERÁ VENDA OU TROCA DE INGRESSOS NA PORTARIA!

Informações: (16) 99175-1001| (16) 98214-7924 ou Facebook do Maracatu Navegante.

Divulgue as informações do seu grupo e Nação!

Olá pessoal do batuque! Saiba que o portal é nosso e se tiver algum evento, oficina ou tocada que seu grupo e/ou Nação vai realizar, nos deixe informados pelo e-mail contato@maracatu.org.br ou até por mensagem na nossa página no Facebook.

O Portal quer aproximar todos que se dedicam a este patrimônio imaterial brasileiro e assim vamos nos ajudando, uns aos outros, como uma grande família do Maracatu!

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Grupo Maracaatômico promove a 2ª Festa para Ogum

Com proporção maior que a primeira, a 2ª Festa para Ogum acontecerá neste sábado, 23 de abril – dia de comemoração ao santo sincretizado São Jorge. O grupo percussivo Maracaatômico vai promover uma grande celebração de fé em homenagem ao seu patrono a partir das 18h na Rua da Guia, no Bairro do Recife. A entrada é gratuita e terá a participação de atrações como o Nação do Maracatu Porto Rico e o Grupo Bongar.

A proposta da festa, segundo Rodrigo Fernandes (um dos diretores do grupo) , é fazer também com que os simpatizantes da cultura afro tenham um dia pra valorizar suas tradições. E pontuou: “Toda a festa foi feita através de parcerias e doações. Nosso objetivo é também combater a intolerância religiosa, o preconceito e a discriminação”.

O evento será celebrado por babalorixás convidados, e terá apresentações de grupos de cultura popular. Entre elas estão Mestra Ana Lúcia e Raízes do Coco, Afoxé Povo de Ogunté, Sítio de Pai Adão, Afoxé Oya Tokolê, Trinkda, Nação do Maracatu Porto Rico, Maracaatômico e, por fim, o Grupo Bongar.

Maracaatômico Convida

Fonte: Portal Cultura.PE

Naná Vasconcelos deixa saudades e um legado de excelentes obras.

Naná abriu o Carnaval do Recife nos últimos 15 anos, acompanhado do cortejo que uniu as diferentes Nações de Maracatu por meio deste projeto. Neste ano de 2016 eram 11 Nações de Maracatus, 04 tribos de Caboclinhos e 20 Caboclos de Lança do Maracatu Rural.
“Era muito difícil você colocar as Nações para tocar junto, e Naná com toda a humildade conseguiu conversar com os mestres, sentar com todo mundo e fazer essa unificação dos baques. Unir todas as nações em um baque só, na proposta de um projeto de abrir o Carnaval do Recife”, conta Chacon Viana, Mestre da Nação Porto Rico – homenageada no Carnaval 2016.

Quando tinha apenas 12 anos, Naná já tocava profissionalmente em bares e clubes noturnos – onde lhe exigiam até autorização judicial, junto com seu pai.
Aprendeu a tocar sozinho, usando panelas e penicos de casa, ainda quando criança. Não frequentou aulas de música, tão pouco ingressou na faculdade, mas em uma entrevista ele explicou: “Quando você aprende teoria musical por livros, precisa sempre consultar os textos. Quando você aprende com o corpo, é como andar de bicicleta. Seu corpo se lembra.”

Ganhador de oito Grammys, em dezembro de 2015 Naná recebeu título de doutor honoris causa pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Autodidata, colaborou com nomes como Egberto Gismonti, Pat Metheny, além de ter produzido o primeiro álbum do Cordel do Fogo Encantado.

É uma inestimável perda para a humanidade, mas o legado deixado para a sociedade e especialmente com as aberturas dos Carnavais de Recife-PE enchem de orgulho o povo brasileiro e principalmente os brincantes do Maracatu que tiveram oportunidade de estar com o Mestre Naná.
Com certeza está num bom lugar.
Com sinceros sentimentos da equipe maracatu.org.br.

Carnaval 2016

Ao todo, 11 modalidades disputaram os títulos de Melhores do Carnaval 2016: Troças Carnavalescas, Clubes de Frevo, Clubes de Boneco, Blocos de Pau e Corda, Maracatus de Baque Solto, Maracatus de Baque Virado, Caboclinhos, Tribos de Índios, Bois de Carnaval, Ursos (La Ursa) e Escolas de Samba.

O centenário Maracatu Nação Porto Rico, homenageado do Carnaval do Recife deste ano, também conquistou o título de campeão do Grupo Especial. O Maracatu Nação Estrela Brilhante do Recife e o Maracatu Nação Leão da Campina conquistaram o segundo e terceiro lugares, respectivamente.

O Concurso de Agremiações Carnavalescas é uma realização da Prefeitura do Recife, através da Secretaria de Cultura e Fundação de Cultura Cidade do Recife. A apuração aconteceu no Pátio de São Pedro no dia 11 de fevereiro.

Mais informações: Carnaval Recife

Patrimônios Culturais Imateriais do Brasil: Maracatu Nação, o Maracatu Baque Solto e o Cavalo Marinho.

Destacado

O Maracatu Nação, Maracatu Baque Solto e Cavalo Marinho – expressões culturais e musicais repletas de simbologia – foram tombados como Patrimônio Imaterial do Brasil. A decisão foi tomada por unanimidade durante reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, do IPHAN, no dia 03/12/2014 em Brasília (DF).

Quem comemorou o título dado aos maracatus e cavalo marinho foi Fábio Sotero, presidente da Associação dos Maracatus Nação de Pernambuco e que acompanhou desde o início o processo de construção da candidatura ao título de Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. “Participei da equipe que fez o Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC), e foi um processo de muito envolvimento e fortalecimento dos Maracatus Nação. Este é um passo importante, porque somos uma das manifestações culturais mais antigas deste estado”, explica Fábio Sotero.

Segundo ele, existem cerca de vinte e cinco grupos de Maracatu Nação em Pernambuco e deste total, entre dez a quinze estão ativos. “Esta titulação com certeza nos trará mais respeito e vai fortalecer principalmente os maracatus menos conhecidos”, reforça Fábio.

Maracatu Nação

Também conhecido como Maracatu de Baque Virado, apresenta conjunto musical percussivo e um cortejo real que sai as ruas durante o carnaval. No cortejo, há rei, rainha e outros personagens como baianas e orixás. Esse maracatu é entendido como forma de expressão que congrega relações comunitárias, compartilhamento de práticas, memória e fortes vínculos com o sagrado.

Maracatu Baque Solto

Ocorre durante as comemorações do Carnaval e da Páscoa. Compõe-se de dança, música e poesia e está associado ao ciclo canavieiro da Zona da Mata. As apresentações ocorrem na Região Metropolitana do Recife e outras localidades. Os mais antigos maracatus têm sua origem em engenhos por trabalhadores rurais, trabalhadores do canavial, cortadores de cana-de-açúcar, entre fins do século XIX e início do XX.
Diferente do Maracatu Nação, o Maracatu Baque Solto é um resultado da fusão de manifestações populares, como Cambindas, Bumba-meu-boi, Cavalo Marinho e Coroação dos Reis Negros.

Cavalo Marinho

É uma brincadeira popular que envolve performances dramáticas, musicais e coreográficas durante o ciclo natalino. Quem participa, em geral, são os trabalhadores da Zona da Mata, mas também há apresentações na região metropolitana do Recife e de João Pessoa (PB), entre outras localidades.
No passado, tinha lugar nos engenhos de cana-de-açúcar. Durante a apresentação, representam-se cenas do cotidiano e do mundo do trabalho rural, com variado repertório musical, poesia, rituais, danças, linguagem corporal, personagens mascarados e bichos, como o boi e o cavalo (que dá nome à brincadeira).

Fontes: Ministério da Cultura e Portal Cultura.PE